Apenas 50 anos…
Grupo de estudo em fotografia
Apenas 50 anos…
Dizem as más línguas que o grande inventor da lâmpada, Thomas Edison, estaria se remexendo na sepultura por causa do fim de sua invenção. Bem, meu caro, as coisas não são bem assim. O que está acontecendo há alguns anos, assim como qualquer coisa nesse mundo, é que as coisas evoluem para melhor ou fecham as portas. Sim, meu caro leitor, estamos falando de tecnologia, tudo tem se tornando cada vez menor, rápido, leve, barato, e acessível. Isso também não deixaria de acontecer com a grande invenção, de mais de cem anos, de Thomas Edison.
O que tem acontecido é que a forma de iluminar as casas e empresas tem se modificado a partir da busca por produtos menos despendiosos. A lâmpada de Thomas, conhecida hoje como incadescente, emite mais calor do que luz e, por isso, algumas empresas tem investido na procura de tecnologia mas eficiente, é o caso da hálogena, da fluoresecente, de vapores e até mesmo os leds. O led, ainda com pouco investimento, pode ser uma das armas contra o aquecimento global. Não esqueçam, más línguas, que apesar da evolução ou “criação” do novo produto de iluminação, o inventor continua o mesmo.
Assim, também o inventor da imagem, Niépce, continua sendo o pai da fotografia, o que vai mudar é a forma de escrever, com comprimentos de onda diferentes. Talvez , assim, quem sabe, os “fotógrafos atuais ou apertadores de botões”, comecem a pensar em escrever com luz de forma única e difereciada em vez de fazer “fotocópias” da realidade. Hoje, todos querem exercer a profissão de fotógrafo, desejo resultado de algumas modinhas. Por exemplo, agora virou moda fazer “fotojornalismo” em tudo: casamento, aniversário, batizado enre outros. O que eles não sabem, é que Fotojornalismo trabalha, ou melhor, é informação e não modismo para aparecer na mídia. Um grande escritor da luz vai ler boas referências, observar, comparar, e buscar suas próprias formas de fotografar, e não apenas anotar que tipo de obturador, número F ou ISO foi usado na hora de fotografar. Vai fotografar, escrever seus próprios conceitos de luz no uso da imagem, e não copiar o que outros já fizeram. E, para aqueles que me perguntarem o que é conceito de luz, aí vai uma sugestão: Conceito de luz é observar, compreender, analisar, ler, críticar seus próprios trabalhos e refazer melhor sua leitura com a imagem.
Estão prorrogadas até o dia 20 de outubro as inscrições para o 1º Concurso Fotográfico Cultural Memória Catarina, promovido pelo grupo de Estudos Fotograma, o grupo de pesquisa Monitor de Mídia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em parceria com a Editora Photos.
Podem participar todos os acadêmicos da graduação da Univali. Com o tema Formação étnica em Santa Catarina: memórias, contos e tradições o concurso propicia ao fotógrafo um amplo campo criativo, envolvendo monumentos, gente, manifestações folclóricas, culturais, artísticas, sociais, entre outras, em território catarinense.
As inscrições devem ser realizadas pessoalmente de segunda a sexta, na sala 205 do bloco 12, no horário das 13h30 às 18h30 ou na coordenação dos cursos de Comunicação Social, sala 305, bloco 12, das 8h30 às 11h30.
Clique aqui para acessar o regulamento
Mais informações: (47)3341-7888

O documentário Evandro Teixeira – Instantâneos da Realidade, conta um pouco sobre a vida de um dos mais famosos fotógrafos do Brasil, como o próprio título sugere. Teixeira conta detalhadamente como conquistou suas mais importantes fotos em grandes acontecimentos no país e na América.
O autor do documentário, Paulo Fontenelle, começa o filme com uma seqüência de fotos enquanto um texto do Carlos Drummond de Andrade ilustra o vídeo. Essa escolha influencia em dois importantes aspectos do documentário.

Foto por Evandro Teixeira
Primeiro ele apresenta o trabalho do fotógrafo.E Fontenelle faz isso por um motivo óbvio: mostrar o trabalho do Evandro para quem não o conhece direito. Enfim, mostrar o básico do trabalho dele para que as pessoas o conheçam um pouco mais. O outro aspecto importante foi narrar um texto escrito por um grande escritor brasileiro. Ainda mais um texto construído especialmente para as fotos de Evandro Teixeira.
Imagine o impacto que isso causa: começa o filme com um texto lindo, uma seqüência de fotos espetaculares e no fim da introdução, você descobre que o autor do texto é um dos maiores escritores do país. No mínimo você vai pensar que esse fotógrafo deve ter sido muito importante para Drummond chegar a escrever sobre ele. Para concluir: na mesma abertura ele apresenta as fotos do e mostra sua importância dentro do mundo do fotojornalismo brasileiro. Uma ótima jogada, com certeza.
Paulo Fontenelle escolhe para ilustrar o documentário com pessoas próximas ao fotógrafo, como a mãe, a irmã, o amigo. Com grandes fotógrafos, como Sebastião Salgado. E também com especialistas em fotografia e jornalistas que eventualmente trabalharam com Evandro. Além do próprio fotógrafo é claro. Fica impossível não se admirar com os depoimentos do Sebastião Salgado ou do Chico Buarque, por exemplo.

Evandro Teixeira
A história dos principais atos que aconteceram no Brasil e na América durante o século XX são contadas através dos instantâneos de Evandro. Você acaba sabendo dos bastidores de cada fotografia, o que dá uma visão muito humana e muito próxima do verdadeiro Evandro Teixeira. Também é muito comentado no filme a forma como ele trabalha com fotografia. Seu jeito de interpretar e interagir com o mundo. Documentário essencial para qualquer aspirante á fotógrafo no Brasil. O longa têm aproximadamente uma hora e 16 minutos. Foi lançado em agosto de 2004 e desde aquela época já participou de vários festivais de cinema pelo país.
Título Original: Evandro Teixeira – Instantâneos da Realidade
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 145 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2004
Estúdio: Canal Imaginário
Distribuição: Riofilme
Direção: Paulo Fontenelle
Roteiro: Paulo Fontenelle
Produção: Cleyde Afonso
Música: Marcos Souza
Fotografia: Cleissom Vidal
e Márcio Bredariol
Clique abaixo e conheça a poesia que abre o documentário:
Caçadores de Luz- Histórias de Fotojornalismo – um livro dos irmãos Marques que conta detalhes em imagens de pessoas importantes na memória fotográfica no Brasil e no mundo.

Fotografias coloridas em Curitiba… As imagens coloridas captadas em 1903 pelos irmãos Lumière estão expostas, até o dia 13 de setembro, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. “Autocromos Lumière – O tempor da Cor” é o tema da mostra. A exposição traz 70 imagens criadas pelos Lumière atraves de sua descoberta de fécula de batata sobre as placas de vidro fotosenssíveis. Eles também são considerados os pais do cinema.
O grupo de Estudos Fotograma, o grupo de pesquisa Monitor de Mídia da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em parceria com a Editora Photos promovem o 1º Concurso Fotográfico Cultural Memória Catarina. O concurso é aberto para todos os acadêmicos da graduação da Universidade do Vale do Itajaí. Com o tema “Formação étnica em Santa Catarina: memórias, contos e tradições” o concurso propicia ao fotógrafo um amplo campo criativo, envolvendo monumentos, gente, manifestações folclóricas, culturais, artísticas, sociais, entre outras, em território catarinense.
Esta é a primeira ação do grupo Fotograma, que tem por objetivo recuperar, registrar e valorizar a memória fotográfica em Santa Catarina. Formado por professores e alunos dos cursos de Comunicação Social da Univali, inicou suas atividades no primeiro semestre de 2009, com estudos e discussões sobre a importância da imagem e a história da fotografia. Este 1º. Concurso Fotográfico é o passo inicial para a consolidação da reflexão e efetiva valorização da memória visual do estado. As inscrições devem ser realizadas pessoalmente no período de 25 de agosto a 30 de setembro de 2009, bloco 12, sala 205, das 13h30min às 18h30min ou na coordenação dos cursos de Comunicação Social, bloco 12, sala 305, de segunda a sexta das 8h30min às 11h30min. Acesse o REGULAMENTO
Mais informações, consulte o regulamento nos sites www.univali.br/monitor ou pelo telefone (47)3341-7888.
Antes da descoberta da fotografia, os primeiros passos para captura da imagem ou escrita da luz foram testados antes pelo filósofo Aristóteles e por outros interessados em imagens. No século X, já se observava Eclipse solar por técnica simples, ou seja, um orífico em uma estrutura (parede) que recebe a passagem da luz em um quarto escuro conhecido também como câmara obscura. Essa “ciência”, com o passar do tempo, tem atraído novos olhares e dedos curiosos, como de médicos, pintores, artesãos, fabricantes de porcelanas, físicos, químicos, e cada vez mais avanço na captura de silhuetas, formas e contornos das imagens. Os equipamentos, as câmaras obscuras, começam a ganhar formas diferentes e ajuda de compostos mais enriquecidos de matérias prima.
Na procura da fórmula correta para os químicos e físicos (câmara), houve milhares de testes até a chegada da grande descoberta da fotografia pelo francês Joseph Nicéphore Niépce em 1826. São muitos os detalhes interessante da história da escrita com a luz, uma invenção conquistada com tantas mãos, instigada por Walter Benjamim em sua análise intitulada “Pequena História da Fotografia”, que deve ser registrada, catalogada, discutida e informada para que a memória fotográfica fique sempre viva. A memória fotográfica deve sempre ser contada e recontada para nunca esquecer dos detalhes que fazem parte do passado, mas que se fazem sentir até hoje, como a contribuição dos grandes filósofos.
Atualmente, vivemos num mundo tecnológico que enriquece os dedos dos “fotógrafos” de exarcebados cliques, em que se esquece do “instante decisivo” que foi eternizado pela memória, e da composição de uma imagem criada por um verdadeiro inventor. Desde a chegada das primeiras câmeras digitais as pessoas tem apertado “botões” sem lembrar da sua primeira fotografia, que mais tarde cai no esquecimento. Isso nos tem alertado para a memória fotográfica, isto é, segundo ideias benjaminianas, narrar os acontecimentos, sem distiguir o que é mais importante e menos importante, a verdade, o acontecido, os desvios, entre outros caminhos, devem ser considerados parte da história.
Vivemos num mundo fragmentado por excesso de informação e as ideias, os valores, os acontecimentos que marcaram a história da fotografia devem ser preservados. Por isso, a proposta inicial deste grupo é a construção de uma memória que mantenha vivo o príncipio da fotografia, estes são nossos primeiros passos e, progressivamente, contribuir para o registro da memória visual do sul do Brasil. Para começarmos a refletir, e assim colocarmos em prática nossa proposta em imagens, começamos com o “Buraco de Agulha” ou “Pinhole” com os alunos de Comunicação da Universidade do Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Os acadêmicos fizeram sua pinhole para capturar e deixar registrado o príncipio da imagem.
O grupo é formado por professores alunos voluntários dos cursos de Comunicação Social (Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas) da Univali. Esse é o ínicio do Fotograma.
Veja alguns resultados:





Alunas do curso de Relações Públicas
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